

Certo e errado são, para mim, conceitos realmente relativos. Procuro me abster de julgar, especialmente porque me considero imperfeito demais para uma tarefa tão sublime como esta. De verdade, penso que o julgamento cabe somente ao Divino, ao Perfeito.
Entretanto, ainda que, em geral consiga não julgar, sinto-me quase que na obrigação de escrever sobre os valores. Posso não concordar com regras sociais ou clichês hipócritas sustentados por alguns grupos específicos: penso que esse é um direito de escolha de cada um.
Perdem-se os valores mais e mais, a cada dia. Ninguém é dono da verdade, mas sabemos (sabemos mesmo) que nossas atitudes, nossos comportamentos, palavras, decisões e posicionamentos revelam - a todo instante - os nossos mais profundos valores.
Matar, roubar, ofender, machucar, usar, trair, oprimir, mentir, enganar, desrespeitar (em todos os sentidos) é, em qualquer lugar do mundo, em qualquer momento da vida, uma desvalorização do sagrado, do divino, do amor em seu mais amplo significado, do específico ao universal.
Sei! Parece praticamente impossível não cometermos nenhum desses erros ao longo de nossas vidas. Talvez seja mesmo, pois somos aprendizes. Mas não estou aqui para falar de uma vida irrepreensível; quero apenas levantar uma reflexão para que ao menos saibamos quais são, onde estão e o quanto temos praticado nossos valores.
De repente, parece que matar se transformou numa opção pessoal. Não é, nunca foi e nunca será! Não temos o direito de tirar a vida de ninguém. Essa é uma função que não nos cabe. E daí por diante… apoderar-se do que não é nosso, mentir um pouco aqui, um pouco lá. Tentar enganar só desta vez, levar vantagem para ser esperto, magoar para dar o troco, oprimir para parecer mais forte, desrespeitar para ficar por cima… O que é isso?
Em absoluto, não quero parecer melhor ou mais iluminado que qualquer outra pessoa. Estou exatamente no mesmo mundo e na mesma busca que todos vocês. Aqui, agora, meu papel se difere somente porque sou eu quem escreve e é você quem lê, mas estou certo de que - cada um no seu nível de compreensão, atenção e bondade - todos nós estamos apenas tentando acertar, embora cometamos incontáveis erros.




